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Do caminho à carne, trago centelhas,
Lembranças agora alheias, rastros em trilhas estelares.
Vi universos limiares, roubei sombras,
Busquei dores, conheci poderes infindos.
Tudo e nada, vazio e ímpeto, puro expressar,
Venci deuses, subjuguei desejos incansáveis.
Vaguei, sonhei, acho que amei,
Belas vestais, senhoras do carma, mães d'almas.
Tudo vi, tudo senti, e o vazio era pleno.
Abandonados no Nada, conheci Demônios,
Anjos bastardos, outrora adorados.
Irmãos em dor, a dor de serem apunhalados,
E renegados, infinitas vezes mais uma.
Anjos de luz, senhores dos caminhos.
Atreveram-se a questionar o universo que os odeia,
Verdades nulas expostas, liberdades fraturadas.
Espalhados em diáspora, iluminam os que Vão.
Hoje, caminho a estrada, pedras em redor,
Eu Vou, e me acompanha esta luz, este anjo sofredor.
Aponta os caminhos, segreda as armadilhas,
Mostra-se-me sempre, e seu nome é "Eu Quero Saber".
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