Da minha dor, não tenho palavras.
Busca, em si insana,
D'alma, emana em vão
Raiva de mundo Não.
Como nunca, grana.
Cento, sem ti, vago
Na pilhéria, grito,
Aos milhares, tons pastéis.
Palrôo, pau rôo, maculo Eu.
Cego, castiço, mestiço, submisso.
Toma, rombudo, sem lei,
Negam tua legis com denodo.
Vulgaris legis, libertas tamen.
Ignorante és, e o poder
Nega-se a viver, prefere morrer,
Morrer a cada dia, e a libertas tamen adias.
Lobos de homens, vociferam nos chafarizes...
Senhores do poder, imolam Hominis alados.
Quo vadis, ignóbeis senhores? Ao futuro?
No por vir, seu legado assombra
Simples seres, humilhados e incolores.
Rancor, cor desta plantação.
Hominis em dor, belli iminente.
Lupus, lobos dementes, gritem,
Gritem insanos, o parto é eminente.
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*Auxílio ao navegante:
Homo hominis lupus: o homem é lobo do próprio homem
Quo vadis: aonde ides?
Belli: guerra
Libertas tamen: liberdade tardia
Cor: coração
Vulgaris legis: lei comum, do povo.
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Posted at 11:44 pm by diogeneslima